Forma��o
Vitor Alcântara nasceu em uma família extremamente musical. Sua bisavó materna tocava flauta, seu bisavô era maestro de banda de coreto, seu avô materno, Carlos Alcântara, tocava clarinete, saxofone e teve uma orquestra de baile. Suas lembranças musicais mais antigas remontam justamente aos encontros de grandes músicos nos anos de 1970, no apartamento de seu avô.
O pai de Vitor Alcântara é baterista e percussionista; sua mãe foi cantora e pianista da orquestra de seu avô e lecionou piano; a irmã de sua mãe também era pianista.
Vitor tem, ainda, três tios maternos músicos: o saxofonista Carlos Alberto Alcântara, o trompetista Magno Alcântara e o baterista Nilson Alcântara, o "Ratinho".
O baterista Maguinho e o baixista Tuca Alcântara são irmãos de Vitor e, finalizando a lista, seu primo, Daniel D’Alcântara, é trompetista.
Vitor Alcântara começou a estudar piano com sua mãe, aos nove anos, mas só começou a trabalhar com música aos 22 anos, tocando saxofone.
Teve, entre outros professores de piano, além de sua mãe, Célia Carmona e Lilú Aguiar. Estudou flauta com Marta Ozzetti, saxofone com seu tio Carlos Alberto Alcântara e com Nailor Proveta. Foi aluno, ainda, de Ricardo Breim, em harmonia e percepção.
Vitor Alcântara lembra-se de utilizar os métodos de Hanon e Czerny para o estudo de piano; de M. Moyse para a flauta e, entre outros para saxofone, H. Klosée "Patterns for Jazz", de J. Coker (Warner, 1970).
Nesse período de formação, aprendeu, sobretudo, a importância de "ser correto. Ser profissional e cumprir os compromissos assumidos. Estudar sempre. Ser humilde com a música e com os outros músicos. Pensar sempre no grupo."
A família foi decisiva na formação musical de Vitor Alcântara, por incentivar, apoiar e instruir sempre. E Nailor Proveta "pela convivência, simplicidade, musicalidade e orientação", além de Zérró Santos e Celso Pixinga, "pela credibilidade e pela oportunidade que me ofereceram."
Quanto ao autodidatismo em sua formação, Vitor Alcântara acredita que tudo que se aprende é influenciado por alguém ou alguma coisa, seja um professor, um show, livros, discos ou métodos. Nesse sentido, a convivência com os diversos músicos com quem tocou e estudou é o que mais valoriza.