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Romero Lubambo
Romero Magalhães Lubambo
* 20/07/1955 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Forma��o

Romero Lubambo é o primeiro músico profissional de uma família extremamente musical.

Minha mãe tocava piano clássico e cantava muito bem. Meus tios por parte de mãe também tocavam; um tocava violão, o tio Magalha - que me iniciou no violão - e o outro, Ilvamar, toca piano e canta muito bem. Minha tia Ilva canta super bem também. Meu avô tocava a maioria dos instrumentos de corda. Mas ninguém era músico profissional. Eu sou o primeiro que só faz música.”

Sendo assim, as lembranças musicais mais remotas de Romero não poderiam ser outras, senão “minha família fazendo música todos os fins de semana em casa. Não havia televisão ou computador. Então, era música e da boa.”
 
Romero começou a tocar aos oito anos de idade, estudando piano clássico. “Estudei por dois anos e parei. Comecei guitarra e violão aos 13 anos e nunca mais parei.”
 
Aos 17 anos, Romero entrou na Escola de Música Villa-Lobos onde estudou música clássica com o professor Milton Rodrigues.
 
Neste período, lembra-se de ter praticado nos inúmeros métodos de Abel Carlevaro que abordam a técnica do violão sob diversos aspectos e, também, de ter tocado os Estudos criados por Villa-Lobos. “Acho que passei por um pouco de tudo que poderia desenvolver minha técnica no violão. Lembro que tocava muita coisa de Bach.”
 
Desta fase de estudos, o que ficou para Romero como mais útil e agradável foi aprender “como tirar um som limpo no instrumento e como ‘escutar’ os outros músicos ou cantores que estão tocando comigo. Fazer música com outros é metade ouvir e metade tocar...
 
Mas grande parte deste conhecimento e percepção musicais Romero Lubambo atingiu de forma autodidata.
 
Fui muito autodidata. Queria estudar improvisação de jazz mas não tinha ninguém que eu conhecesse que soubesse me ensinar. Quase tudo do que toco hoje aprendi sozinho: ou nos discos, ou nos livros que eu copiava, ou com alguém que eu visse tocar. Você tem que estar sempre aberto para aprender todos os dias com todos os músicos e não só do seu instrumento. Em termos de técnica, fiz o que foi mais fácil para os meus dedos...
 
Neste processo, um guitarrista que Romero nem conhecia pessoalmente foi fundamental.
 
Wes Montgomery foi definitivamente uma influência grande para mim porque ele fazia tudo o que eu gostaria de estar fazendo. Era um mestre das frases lindas e melódicas.”
 
Mais tarde, como já disse, Romero aprendeu “como escutar” cada um dos músicos com quem conviveu e trabalhou. E não são poucos os que ele cita como figuras importantes para o músico que ele é hoje.
 
Cesar Camargo Mariano, Ivan Lins, Herbie Mann, Michael Brecker, John Scofield, Hélio Delmiro, Baden Powell, Tom Jobim e tantos mais!!! Não gosto de limitar essa lista pois aprendo com todos. Todos têm algo que eu posso utilizar para fazer minha música e minha vida melhores. Aprendi a lidar com a música e a vida através dos tantos exemplos que tive a oportunidade de presenciar.”

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