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Rodrigo Morte
Rodrigo Calvo Morte
* 26/07/1976 São Paulo, SP, Brasil.
Arranjador, compositor, pianista, professor.
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Forma��o

Rodrigo Morte conta que sua ligação com a música pode ter vindo desde o tempo em que sua mãe “cantava na igreja, bem antes de eu nascer”. 

Depois, foi a vez do irmão mais velho aproximá-lo da música. “Ele tocou um pouco de guitarra na adolescência e isso me influenciou bastante.”
 
Junto desse irmão estão as lembranças musicais mais antigas: “Ele tocando guitarra e eu brincando de tocar em orquestra com aquelas flautas doces que são vendidas em banca de jornal”.
 
Rodrigo começou a estudar música “por volta dos 12 anos, sob influência de uma amiga de minha mãe, Aparecida Padovan. Ela foi minha primeira incentivadora”.
 
No início estudou órgão, antes do piano.
 
“Era uma escola bem pequena na Mooca (bairro paulistano), que nem sei se existe mais, mas lembro do nome do meu primeiro professor,  Altair Granero. Adorava as aulas. Depois fui para o Conservatório Souza Lima estudar piano com a professora Maria Elena Bonetti Lima. Nessa mesma época, na adolescência, comecei a tocar contrabaixo em bandas de rock. Assim foi até eu entrar no curso de música popular da UNICAMP, onde conheci Gogô (Hilton Jorge Valente) e Cyro Pereira que, entre tantos outros, foram meus principais professores. Voltei para a escola em 2000, no curso de mestrado da Universidade de Miami, nos Estados Unidos. Lá, tive como orientadores Gary Lindsay e Ron Miller, duas grandes referências no estudo de arranjo e composição no jazz.”
 
Entre todos “aqueles métodos de técnica que todo mundo que estuda piano faz”, Rodrigo Morte se lembra “especialmente do ‘Mikrokosmos’, de Béla Bartók” (Ed. Hal Leonard Corporation, 6 vols.).
 
Ele admite que, no início, não estudou “muito a sério” o piano erudito. Mas a sonoridade o conquistou.
 
“Não passei dos primeiros volumes mas, mesmo assim, apesar de só ter tido contato com as peças mais fáceis, aquela sonoridade modal já me cativava de alguma forma.”
 
Rodrigo considera Cyro Pereira o músico que foi fundamental para sua formação.
 
“Minha convivência com ele na época da UNICAMP e no período seguinte foi fundamental para minha formação como arranjador. Depois de formado fui trabalhar – por indicação dele – em um estúdio de som, o Cria Cuervos, do querido amigo Nelson Dutra. Lá, produzíamos fonogramas publicitários. Nessa mesma época, Cyro, que estava se aposentando na UNICAMP, morava no prédio ao lado do estúdio. O excesso de tempo livre e a amizade com todos fazia com que ele passasse muito tempo por lá, jogando conversa fora, opinando nos trabalhos, escrevendo música e, para minha felicidade, me ajudando a estudar as grades dele e dos outros grandes mestres orquestradores. Lembro das tardes de ‘ócio’ ouvindo e analisando Ottorino Respighi, Maurice Ravel, Claude Debussy, Igor Stravinsky... Foi uma fase de muito aprendizado. Sou muito grato por isso.”
 
Apesar de o “aprendizado solo” ser importante na formação de tantos músicos, Rodrigo Morte não se considera um autodidata.
 
“Não me lembro de nada muito significativo que tenha aprendido sozinho. Felizmente, tive pessoas importantes por perto, que muito me ensinaram.”
 
Dos músicos com quem Rodrigo conviveu e convive, os mais importantes, “além do Cyro”, ele conheceu também na universidade: os mestres Gogô (Hilton Jorge Valente) e Gary Lindsay, este último nos Estados Unidos.
 
“Gogô, que foi meu professor de piano e harmonia na UNICAMP, e que com sua enorme generosidade me presenteou com muito  conhecimento sobre música em geral. Nessa época, lembro que um dos livros de que eu mais gostava, entre os que nós estudávamos, era o ‘Modal Jazz - Composition and Harmony’ (Ed. Advance Music, 2 vols.), de Ron Miller. Mais tarde, nos Estados Unidos, tive a oportunidade de estudar com o próprio Ron Miller! Ele também foi essencial na minha formação, além de ter se tornado um grande amigo. E Gary Lindsay, meu orientador no mestrado, me fez amadurecer muito como arranjador. Minha postura profissional mudou completamente depois desse contato.”
 

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