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Rick Ventura
Luis Ricardo da Cunha Ventura
* 29/04/1948 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
† 17/11/2008 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.

Formação

Na família de Rick Ventura não havia músicos. Em suas lembranças musicais mais antigas está o som dos programas da Rádio Nacional, e as vozes de Emilinha Borba, Marlene, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves e outros tantos. 

O interesse do instrumentista pela música foi despertado pelos violões de Baden Powell, Luiz Bonfá e Paulinho Nogueira, que eram exaustivamente veiculados pelas rádios da época. Posteriormente, um primo de Rick Ventura, o baterista Ronnie Mesquita, substituiu Edison Machado no trio “Bossa Três”, com Luiz Carlos Vinhas ao piano e Octávio Bailly Jr. no baixo. "Essa época teve influência determinante em minha vida musical, principalmente quando fizeram, na boate Porão 73, em 1965, o show Gemini V, juntamente com Leny de Andrade e Pery Ribeiro".
 
Aos 11 anos, Rick Ventura teve algumas aulas de piano e, aos 16, começou a tocar violão de ouvido com os amigos, alguns dos quais também se tornaram profissionais. O primeiro caminho musical surgiu com a bossa nova e o samba. Depois vieram o violão erudito e o jazz.
 
Mais adiante, Rick prestou vestibular no Instituto Villa-Lobos da UNIRIO para licenciatura em música. Terminou o curso em 1973, quando já atuava em grupos de música erudita, em conjuntos de música popular e ministrava aulas particulares de violão.
       
A formação do instrumentista foi autodidata, mas alguns músicos, profissionais e amadores, o auxiliaram nas questões musicais, tanto dentro como fora da faculdade. Alguns deles: Arnaldo Santos, Cláudia Miranda, Luiz Felipe Oiticica Machado e Erivaldo Reis; H. J. Koellreutter, Luiz Bonfá, Eumir Deodato e Dick Farney. Além desses, cita Ricardo Tacuchian,João Avertano, Hélio Sena, Luiz e Rosa Zamith. Por fim, destaca ainda Ermelinda Zanini, Arminda Teixeira, Silvio Merhy, Marlene Fernandes, Maria Sylvia Pinto e Bohumil Med.
 
Ainda quanto ao aprendizado autodidata, Rick Ventura diz: "Não posso hoje aferir o grau de autodidatismo na minha formação, mas posso dizer que os primeiros cinco anos da minha prática musical foram calcados nesse particular. Somente depois de já estar tocando profissionalmente é que fui estudar com método. Por conta disso, tive que rever muitos detalhes da técnica, bem como toda a digitação das peças do repertório. Foi como parar, voltar e pegar um outro caminho. A presença de um método na formação do músico garante, pelo menos, que se ele seja um bom profissional. Portanto, o autodidatismo é uma faca de dois gumes: às vezes funciona, outras vezes é um verdadeiro atraso de vida."
 
Segundo Rick Ventura, não havia muitos métodos de estudo na época, mas as apostilas dos professores do Instituto Villa-Lobos foram a melhor referência bibliográfica em sua formação, bem como os métodos tradicionais de violão, muito utilizados até hoje. Como docente na área de música, o instrumentista usa, com freqüência, tanto os métodos antigos, como as novas publicações que surgiram no mercado nos últimos 15 anos. E afirma: "O conjunto de informações, incluindo o que há de disponível na web hoje, permite que eu ensine em um semestre o que levei dez anos para aprender."
 
Baden Powell foi a figura decisiva na formação musical de Rick Ventura, "porque a alma musical deste violonista sempre exerceu um fascínio inexplicável sobre meu coração, mente, pele e sistema nervoso. Baden Powell, para mim, era quase sinônimo de deus. Mas depois fui descobrindo o olimpo da música e outros deuses foram surgindo, como Tom Jobim e Dave Brubeck."
 
A respeito das presenças marcantes em sua formação, Rick Ventura diz: "Apesar de poucos encontros que tive com eles, posso dizer que foram os que acenderam o farol a me indicar alguns caminhos: Lúcio Alves, Dick Farney, Cyro Monteiro e Luiz Bonfá, esse último apresentado por Eumir Deodato. Além deles, Ronnie Mesquita, Otávio Bailly Jr, Carlos Lyra, Durval Ferreira e todos os professores do Instituto Villa-Lobos."

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