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Ricardo Serpa
Ricardo Luiz Serpa Maia
* 25/01/1962 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.

Forma��o

"Sobrinho-neto de Canhoto, grande chorão, e bisneto de D. Alzira Oliveira, cantora intérprete de Noel Rosa, comecei a estudar música aos oito anos de idade, quando ganhei meu primeiro instrumento de meu pai, um violão. Desde então, passei a frequentar a Rádio Rio de Janeiro em sua companhia, no programa Conversa de Violões. Apaixonei-me pela música de vez e não parei mais." 

Algumas das lembranças musicais mais antigas de Ricardo Serpa são os discos de orquestras e, sobretudo, músicas cantadas por Elis Regina e as do LP "Metais Em Brasa" (Decca), que seus pais ouviam.
 
Outras recordações significativas vêm da experiência de tocar com os amigos mais velhos da rua em que morava, o que aumentou seu repertório, "que já ia de Pink Floyd a Milton Nascimento. Daí vieram os festivais estudantis, alguns dos quais vencidos por mim e, em seguida, os festivais universitários. Venci todos dos quais participei, em especial o festival do Instituto Metodista Bennet, no qual ganhei o primeiro e o segundo lugares. Daí em diante, não tinha mais dúvidas de que me tornaria músico profissional."
 
Ricardo Serpa estudou em diferentes escolas, entre as quais Calouste Goubenkian, Pró-Arte, UNIRIO, Faculdade Estácio de Sá e no CIGAM, formando-se em harmonia e improvisação com Nelson Faria.
 
"Aprendi muito com Idriss Boudrioua,Andrea Ernest Dias, Nivaldo Ornelas, Ricardo Matos e Lena Horta. Fui diretamente influenciado por nomes como John Coltrane, Miles Davis, Pat Metheny, Toninho Horta, Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Wayne Shorter, Victor Assis Brasil, Jean Garbarek, Kenny Garrett, Raul Mascarenhas, Márcio Montarroyos, Mauro Senise e tantos outros amigos e incentivadores."
 
Dos livros que estudou, Ricardo Serpa recorda-se de "Princípios Básicos de Música para a Juventude" (Ed. Casa Oliveira de Música), de Maria Luiza Priolli, "Método Completo para Saxofone" (Ed. Ricordi), de H. Klosé, e "Método Completo de Flauta Transversal" (Ed. Irmãos Vitale), de Taffanel & Gaubert. Além deles, diversos métodos criados por Oliver Nelson e Jamey Aebersold.
 
Daquilo que aprendeu, o que ficou de mais útil e agradável foi "a vontade de estudar cada vez mais e de manter sempre um coração de estudante."
 
"Teoricamente sou autodidata na flauta e no sax mas, na prática, aprendemos uns com os outros todos os dias", diz Ricardo Serpa.
 
Algumas das figuras decisivas na formação do instrumentista foram Maria Luiza Priolli, Ian Guest, Márcio Montarroyos, "por sua postura artística e personalidade", e Nivaldo Ornelas, "por seu som, sua ética e sua alegria de tocar. É hoje um grande amigo."
 

Ricardo ressalta, também, a importância da convivência com Hermeto Pascoal, "por seu caráter e por fazer da música uma filosofia."

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