Formação
Na família de Paulo Name, a influência musical vem de um tio paterno, violonista, com quem seu irmão Carlos aprendeu algumas músicas. "Anos mais tarde ele me transmitiu essas informações. Essa foi a minha iniciação musical."
Suas lembranças musicais mais antigas remontam às músicas de Luiz Gonzaga, ao tema de abertura da série radiofônica "Jerônimo, o Herói do Sertão" e, ainda, à abertura do programa de César de Alencar, ambos transmitidos pela Rádio Nacional.
Aos 18 anos, Paulo começou a tocar os primeiros acordes aprendidos com seu irmão, "inclusive aqueles dissonantes, que faziam parte do gênero que estava em voga na época, a Bossa Nova. Neste período, encarei aquelas harmonias, entre elas, 'Água de beber', de Tom Jobim . Alguns anos depois, em 1976, cursei Licenciatura plena e, em 1980, Bacharelado em Composição, ambos na UNIRIO".
Para Paulo Name, um livro muito útil no começo de seus estudos foi o "Método Bandeirantes: Método para Violão Tenor, Bandolim e Banjo" (Irmãos Vitale), de Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, que trazia dicas de varias seqüências, com variantes de harmonizações e seus empregos em determinadas músicas. "Também foi ali meu primeiro contato com teoria musical e notação musical. Essa linguagem meu irmão não dominava, pois ele trabalhava só com músicas cifradas."
Neste período, chegou-lhe às mãos o livro "Princípios Básicos da Música para a Juventude" (Editora Casa Oliveira de Música), de Maria Luiza de Mattos Priolli, que veio a ser sua professora alguns anos mais tarde, em um curso oferecido pela Ordem dos Músicos do Brasil. "O conteúdo era exatamente o do dito livro; diria melhor, do bendito livro."
Para ele, de tudo o que aprendeu, o que ficou de mais agradável foi poder entender a linguagem musical, e de mais útil, saber decifrar uma partitura, "ou seja, 'ouvir' algo que ainda está no papel."
Muitas pessoas o ajudaram em sua formação musical: músicos com quem teve contato e seus mestres propriamente ditos. "Mas não posso deixar de ressaltar o papel preponderante de minha família, que em momento algum questionou minha escolha profissional."
Paulo Name assim considera o aprendizado autodidata: "Para mim, o termo ‘aprender sozinho’ na verdade esconde muitas coisas, então vou dizer que aprendi bastante vendo e ouvindo muitos músicos tocarem, até posteriormente poder estudar efetivamente com professores de música."
Dos músicos com quem conviveu e convive, o mais importante para ele, em sua formação, "foi um colega de banda, que tinha uma levada rítmica, uma batida incrível; com ele aprendi que o ritmo no violão, por exemplo, não é feito exclusivamente pela mão direita, mas também pela mão esquerda articulando-se os acordes também, citando apenas um exemplo."