Formação
“Quando eu nasci, o violão já fazia parte da família, porque meu pai tocava e meus dois irmãos mais velhos também. Com o passar do tempo, comecei a mexer no violão, a querer tocar também [...] Com 10, 11 anos, cheguei a participar do conjunto vocal do meu irmão. Já com 14 anos, mais ou menos, minha mãe – vendo que eu tinha muito jeito para o violão – queria que eu estudasse clássico. Fui estudar com o professor Alfredo Scupinari, que morava em Campinas, nessa época. Ele era um professor de grande prestígio.
“Mas, com o decorrer do tempo, ele percebeu que eu decorava as partituras e não lia direito. Um dia, ele colocou uma partitura na minha frente e eu, olhando para a partitura, comecei a tocar e ele me disse: ‘Paulinho, você me desculpe mas essa música que você tocou não é a música que está na partitura’. Ou seja, eu tinha decorado a música e pensei que fosse a mesma música da parte que estava na minha frente. Amigavelmente, ele chegou à conclusão que o meu negócio era tocar mais de ouvido mesmo.” (Da entrevista ao Clube Di Giorgio)
Terminava aí o seu aprendizado formal. Mas Paulinho, mesmo por conta própria, estudou música a sério, e sabia ler e escrever partituras.