Forma��o
Pattápio (cujo nome de batismo era “Patápio” – sendo o segundo “t” acrescentado por ele próprio durante a juventude) começou a tocar ainda bem pequeno, em Cataguazes, com uma flauta de brinquedo feita de lata. Aos 12 anos já havia passado para um instrumento de madeira de oito buracos e estudava flauta e teoria musical com dois professores diferentes.
Aos 16 anos, teve aulas de teoria e solfejo com um maestro cubano que, por volta de 1896, radicara-se em Cataguazes.
Ao mesmo tempo, começou a participar de bandas da sua cidade, sendo “adotado” por mestres e músicos, anônimos, com os quais aprendeu a integrar a flauta aos outros instrumentos, a solar e acompanhar, e a fazer arranjos.
Não se sabe se o pai era instrumentista, porém pelo menos dois de seus irmãos e meio-irmãos tiveram na música um meio de vida.
Em 1900, mudou-se do interior para a capital, ingressou no Instituto Nacional de Música em 1900 e ali se formou em três anos, quando o curso normal demoraria seis. Sua ambição e seus estudos sempre estiveram totalmente dirigidos para a música de concerto, e não para a música das ruas; Patápio estudava – e estudava muito – para se tornar concertista e virtuose.
No Instituto, além de flauta, com o professor
Duque Estrada Meyer, aprendeu inicialmente solfejo e canto coral e, em 1902, teclado e harmonia com outros mestres.
Foi “aprovado com distinção, com louvor. Primeiro prêmio, medalha de ouro, por unanimidade de votos, grau 15, em 13 de janeiro de 1904. Tinha portanto o primeiro dos primeiros prêmios”. (João Bastista Menezes, irmão de Patápio)