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Nivaldo Ornelas
Nivaldo Lima de Ornelas
* 22/04/1941 Belo Horizonte, MG, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Formação

 

Nivaldo Ornelas nasceu em uma família que, desde sempre, cultivou a música.
 
"Meu avô era puri, como se dizia na época (negro com feições de índio). Era excelente músico e os filhos cantavam e tocavam violão. Minha mãe, atualmente com 90 anos, ainda canta muito bem. Ela tem um timbre raro, e canta com o coração. Meu pai tocava violão de 7 cordas e era muito bom em harmonia. Eles tinham um grupo de seresta chamado “Revivendo o Passado” que durou até 1998. Meu irmão Cid Ornelas também é músico profissional. Ele toca violoncelo e canta. Minha irmã Sandra canta e toca acordeon, mas não é profissional. Ela é médica."
 
Portanto, as lembranças musicais mais remotas de Nivaldo estão profundamente ligadas à sua casa.
 
"Na minha casa, os saraus eram constantes, numa época em que não existia televisão. Ainda na infância, eu cantava e tocava acordeon. A música da época era a modinha, o choro e a valsa."
 
Nivaldo Ornelas começou a estudar música aos 11 anos de idade, quando "meus pais me colocaram na Escola de Música São José. Lindolfo Caetano, meu primeiro professor, foi meu grande incentivador."
 
Tempos depois, Nivaldo foi para a Escola de Formação Musical da Polícia Militar de Minas Gerais.
 
"Estudei teoria, solfejo e ditado com o professor Ney Parrela, e desenvolvi rapidamente o gosto pela música. Em seguida, entrei para a banda Sinfônica do 1º Batalhão, como aprendiz de clarinete. Minhas primeiras influências foram Ney Parrela, meu professor, Salvador Villa e Walter Alves de Souza, este ainda hoje um dos melhores clarinetistas do Brasil. Mais tarde, fui para o Conservatório de música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde estudei orquestração e história da música com Luis Melgaço e Artur Bosman."
 
Nivaldo lembra-se muito bem dos métodos em que estudou:
 
"Método completo para Divisão Musical" (Ed. Irmãos Vitale), de Pascoal Bona; "Método de Solfejo" (Ed. Ricordi), de José Raymundo da Silva e Frederico Nascimento; "Método para Clarinete" (Editorial Tico), de H. Klosé; e, em orquestração, "Sounds and Scores" (Alfred Publishing, 1962), de Henry Mancini.
 
Para o músico, o que ficou de mais útil e agradável de seu aprendizado foi, com o tempo, ter aprendido "a ter disciplina, vontade de fazer bem feito e, principalmente, paciência, porque os resultados, às vezes, demoram a aparecer."
 
Desde sua formação até hoje, muitos são os músicos com quem Nivaldo conviveu e convive que foram e são importantes para o músico que ele é.
 
"Na minha vida de músico, conheci pessoas maravilhosas que me ajudaram muito e marcaram profundamente a minha personalidade musical. Na época da escola em Belo Horizonte, os professores Jenner Procópio e Ney Parrela, além do clarinetista Walter Alves, as primeiras influências."
 
Na época em que Nivaldo tocava nos "bailes da vida", conviveu e, segundo ele, aprendeu com Helvius Villela, Célio Balona, Chiquito Braga, Pascoal Meirelles, Wiler Butika, Antônio Moraes, Jéferson, Gilberto Santana, Waltinho Baterista e o pianista Jairo Moura.
 
Em Belo Horizonte, e tocando saxofone tenor, Nivaldo participou do Quarteto Berimbau que, contava, também, com Wagner Tiso ao piano, Paulinho Braga na bateria e Milton Nascimento no contrabaixo acústico. "Uma época muito importante."
 
Já como profissional, no Rio de Janeiro, "Paulo Moura acreditou em mim e me mostrou ‘o caminho’. Hermeto Pascoal me encorajou a tentar sempre o novo, o inesperado. Egberto Gismonti sempre me prestigiou."
 
E ainda, para Nivaldo, em São Paulo, "Sólon Rabinovich, André Geraissati e Nelson Ayres foram os responsáveis pela retomada da música instrumental na década de 1990."

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