Forma��o
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O bisavô de Michel Freidenson era maestro, sua mãe, poetisa e escritora, e seu pai, baterista amador.
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Desde criança, Michel sempre ouviu muita bossa nova e jazz. "Eram famosas as reuniões musicais aos sábados em casa, músicos famosos vinham sempre para dar uma canja, o som terminava seis da manhã, quando meu pai servia uma macarronada para todos."
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Michel começou estudando violão aos cinco anos de idade. Aos seis, interessou-se pelo piano quando o instrumento chegou em sua casa, como parte do pagamento de um carro vendido. Ele estudava sozinho, pois tinha muita facilidade para tirar músicas de ouvido. "Iniciei minhas aulas particulares quando, a pedido de meu pai, tirei a música "Ponteio", de Edu Lobo e Capinam, e toquei, na hora, para ele."
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O violão abriu, para Michel, uma nova perspectiva de compreensão da música, como algo mais elevado, principalmente a partir das aulas com o violonista Roberto Ribeiro de Souza. Foi aluno de piano, ainda, de Arlete Ognibene e, por dois anos, no CLAM (Centro Livre de Aprendizagem Musical, do Zimbo Trio), teve aulas com Amilton Godoy e Edgard Thomé, entre outros.
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No início de seus estudos, Michel Freidenson utilizou os livros mais comumente aplicados, como os diversos métodos para piano de Carl Czerny e, ainda, os de Hanon ("O Pianista Virtuoso", Ed. Irmãos Vitale), e Pascoal Bona (“Método completo para Divisão Musical” Ed. Irmãos Vitale).
"Nunca pratiquei muito, meu desafio era traduzir para minhas mãos e meus dedos os sons de minha mente."
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De tudo o que aprendeu, o que ficou de mais útil para Michel foram o método de harmonia do CLAM "e as aulas, que nem mesmo existem formalmente, nas quais aprendi música como uma benção de Deus, que tem o poder de unir as pessoas, transmitir sensações, curar, que pode contribuir para um mundo melhor e nos aproximar de Deus."
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As figuras decisivas em sua formação musical foram seus pais, pelo incentivo, o professor Roberto Ribeiro de Souza, pela profundidade de seus conceitos, e a professora Arlete Ognibene, por deixá-lo improvisar nas aulas de piano em vez de obrigá-lo a seguir o rigor dos métodos.
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O dedilhado de Michel Freidenson ao piano é invertido. "Passo os dedos por cima, tecnicamente considerado errado. Desenvolvi sozinho, desde o início, pela ansiedade de ouvir o som que estava em minha cabeça. Aprendi que quem manda é a cabeça, que tenho obrigação de arriscar, que não há limites, e a nunca me acomodar porque nunca a música acaba, cada vez será uma diferente emoção."
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Também foram importantes em sua formação Tim Maia, Fafá de Belém, Jane Duboc, Adriana Caparelli, Ana Caram, Djavan, Hermeto Pascoal e Theo de Barros. "Com seu talento, todos eles me ensinaram a nunca ficar acomodado e a trabalhar por uma causa comum a todos."
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