Formação
Os pais de Maurício Einhorn tocavam gaita, em casa. O repertório mais executado era o das valsas vienenses, em especial as de Johann Strauss. "Eles tocavam gaita comum, sem os sustenidos. Meu pai em especial tocava bem, e contornava os acidentes que sua gaita não possuía. Também aprendi a fazer isso, no tempo em que eu desconhecia a existência de um instrumento que tocava as pretas do piano, e com isso fui desenvolvendo minha musicalidade."
Suas lembranças musicais mais antigas são as músicas "Greensleeves", canção inglesa de autoria desconhecida, e a Ária da Quarta Corda, de J. S. Bach.
Maurício Einhorn, que toca desde os seus cinco anos, considera-se um "músico de ouvido. Estudei música, teoria, harmonia, com Eumir Deodato e Moacir Santos mas, na hora de passar da clave de sol para a clave de fá, fiquei desmotivado. Achei que tinha um muro que me impedia de assimilar ao mesmo tempo em que já sabia muito mais à frente daquilo que ia aprender."
Um dos métodos que o músico se recorda de ter utilizado foi "Solfejos Melódicos" (Ed. Casa Oliveira de Músicas), de Maria Luiza Priolli.
Maurício Einhorn estudou com Ian Guest e foi “aluno de uma aula só” de H. J. Koellreutter, por sugestão do empresário de seu primeiro disco solo, "ME" (CLAM/Continental, LP/1980): "Ele me recomendou estudar, como todo mundo bem intencionado aconselha aos músicos que se destacam um pouco. Nos Estados Unidos, supõe-se que quem não lê, não tem trabalho, mas eu, que já toquei lá e na Europa, mesmo sendo um músico de ouvido, contradigo os que dizem que quem não lê não vai a lugar algum."
Einhorn aprendeu, também, com os discos e shows que ouviu. "A música das orquestras era uma aula de harmonia para mim."