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Mário Adnet
Mário Cesar Gonçalves Adnet
* 26/09/1957 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor, produtor musical.
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Forma��o

 

A família de Mário Adnet é tradicionalmente musical.
 
Minha bisavó paterna tocava piano de ouvido. Sua filha, e minha tia avó, Áurea Adnet, foi concertista e professora de piano da Faculdade de Música de Vitória (ES). Minha avó paterna, estudou e tocou piano. Minha tia, Carmen Vitis Adnet, foi pianista concertista e professora da Academia de Viena, assim como seu marido, o austríaco Hans Graf. Meu pai era médico e tinha como hobby tocar instrumentos de percussão de samba. Minha mãe sempre tocou piano em casa - Debussy, Chopin, Mozart, Ernesto Nazareth, etc.”
 
A mãe tocando piano, os concertos da tia e do tio austríaco, a bossa nova no rádio e os festivais internacionais da canção popular, promovidos pela TV Globo – entre 1966 e 1972 - e realizados no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, são as lembranças musicais mais antigas de Mário Adnet.
 
Aos nove anos de idade, Mário ganhou seu primeiro violão e imediatamente começou a ter aulas.
 
Estudou “violão com Cezar Dória, em 1967 e, depois, com Carlos Alberto Maciel, Betinho, em 1971; teoria com Vilma Graça e Cibele Arnaud, em 1974. Por um período de um ano estive fora do Brasil, nos EUA, onde estudei música na high school, e em Viena, na Áustria, onde a convivência com meus tios pianistas abriram muito a minha cabeça. Lá, tive aulas particulares de harmonia, com um aluno de orquestração da Academia. Já adulto e profissional, tive aula particulares de harmonia com Luiz Eça e Ian Guest, além de um curso de estética musical com Hans J. Koellreutter.
 
Dos livros e métodos em que estudou, “lembro de um método de violão que andou lá em casa, da Josefina Robledo, dos livros de teoria e harmonia de Paul Hindemith (“Curso Condensado de Harmonia Tradicional" e "Treinamento Elementar para Músicos", Editora Irmãos Vitale), do método Kodály, apostilas e, mais tarde, dos livros de Ian Guest (“Harmonia, Método Prático”, vols. 1 e 2 e "Arranjo, Método Prático", Ed. Lumiar). Herdei de Luiz Eça o famoso ‘pai dos burros’, ‘La Técnica de La Orquesta Contemporânea’, de Alfredo Casella e Virgilio Mortari (Ed. Ricordi, 1950). Também tenho há tempos os métodos de arranjo de Don Sebesky - “The Contemporary Arranger” (Ed. Alfred) - e de Nelson Riddle (Arranged by Nelson Riddle: The Definitive Study of Arranging by America's #1 Composer, Arranger and Conductor”, Paperback).
 
De todo esse aprendizado, o que ficou de mais agradável, “foi quando consegui pôr em prática a harmonia e o arranjo. O que era apenas intuitivo antes, ganhou ferramentas inestimáveis.” 
 
Duas pessoas foram decisivas para a formação musical de Mário Adnet: ”Meu tio Hans Graf, que sempre me incentivou e dizia pra eu nunca desistir. E Ian Guest, que me ajudou a arrumar na cabeça tudo o que aprendi.”
 
Mesmo assim, no que diz respeito a compor e a fazer arranjos, Mário foi autodidata indo, por sua conta, atrás de livros e usando a intuição e o ouvido.
 
Entre os músicos com quem conviveu e convive, e que foram fundamentais para o músico que ele é, Mário cita sua mãe e seu piano, “que me ensinaram muito, meus tios Hans e Carmen, Tom Jobim, Luiz Eça, Moacir Santos e meus contemporâneos, que são muitos para citar. Aprendi também, e isso é muito importante, que ninguém faz nada sozinho.”

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