Pesquisar músicos:
Maria Inês Guimarães
Maria Inês Junqueira Guimarães
* 21/11/1959 Uberaba, MG, Brasil.
Instrumentista, arranjadora, compositora.
website

Formação

Maria Inês Guimarães nasceu em uma família musical. Sua mãe tocava acordeon, instrumento que vários de seus irmãos também tocavam, além de saxofone e violão.

Meus irmãos mais velhos ouviam de tudo e me lembro dos estilos e compositores que ouvia nesta época e que me marcaram: vira, samba, Beatles, Serge Gainsbourg, Smetana, Boulez, Tango El Tango, Roberto Carlos, Chico Buarque, Caetano Veloso, Secos e Molhados, Beethoven, Brahms.”

Aos seis anos de idade, fascinada por piano, Maria Inês pediu aos pais para aprender o instrumento, o que só conseguiu ao completar nove anos. A partir de então, recebeu formação clássica no Instituto Musical Uberabense, com a professora Odette Camargos.

 

Eu tocava choro com os amigos da escola, meio que escondido da professora pois, na época, o choro andava meio esquecido e quase banido. Foi com Eudóxia de Barros que Ernesto Nazareth voltou a ganhar status. O choro voltou com tudo nos meios musicais da época e organizávamos saraus com todas as professoras e alunos da escola. Saindo de Uberaba, estudei com Eudóxia de Barros, em São Paulo, com Rafael dos Santos, em Campinas (SP) e, depois, fui para Paris onde estudei com Anna Stella Schic - que gravou toda a obra de Villa-Lobos -, com Françoise Parrot-Hanlet, na École Normale de Musique de Paris, e trabalhei improvisação com Jean Marie Machado, Bruno Wilhelm, Harry Swift...”

 

Maria Inês se lembra com clareza dos primeiros métodos de música em que estudou: “das notas coloridas, ré era remédio e colorido de amarelo, si era sino e era azul, das peças novas, dos estudos; Francisco Russo, Carl Czerny, Johann Friedrich Franz Burgmüller, Hanon, Kulhau, Francisco Mignone, Guilherme Leanza, Villa-Lobos , Bach, Haydn...”

 

De tudo isso, “o mais útil foi uma técnica segura e conhecimentos teóricos amplos; o mais agradável, os choros que eu tocava escondido e a minha certeza de querer ser profissional quando estava no palco.”

 

Maria Inês destaca que em sua formação, ao lado da parte teórica, houve outros fatores importantes.  Todos os meus professores foram decisivos na parte musical mas, na escolha da carreira, alguns de meus irmãos e um amigo foram fundamentais: eles me deram confiança e os meios materiais para começar. Acreditaram em mim, sem o que nenhum jovem músico pode avançar.”

 

Em relação ao auto didatismo, Maria Inês diz não ter aprendido nada sozinha. “Nasci curiosa, determinada e disciplinada. Isto é meu. No mais, aprendi tudo com professores e colegas.”

 

Muitos músicos foram importantes para a formação, para a musicista que Maria Inês é hoje. “Sempre cultivei os ensinamentos que recebi. Ampliei, valorizei, aprendi tudo com meus mestres ou parceiros. Sou uma caixa de resonância de meus encontros musicais: os mestres, já citei acima e, quanto aos colegas, Andrea Merenzon, Gilson Barbosa, Daniel Ramirez, Aline Soulhat, Brenda Ohana, Paul Mindy e Dominique Muzeau.”

Contato

Todos os direitos reservados (c) 2008 - 2009
Banco de Música Serviços de Comunicação e Cultura Ltda.