Formação
Os avós de Luiz Alves gostavam de tocar e cantar músicas nordestinas e seu pai tocava violão.
Suas lembranças musicais mais antigas são "as músicas que tocavam nas rádios da época - Nacional e Mayrink Veiga -, como marchinhas de carnaval, sambas, boleros e música regional..."
Como o pai tocava violão, Luiz aprendeu com ele, aos oito anos de idade, os primeiros acordes e, assim, "mais tarde comecei a estudar música."
"Aos 15 anos comecei a estudar violão na escola "Flor do Ritmo", com o professor Joaquim Naegele, no bairro do Meyer, subúrbio do Rio de Janeiro. A partir dos 18 anos, comecei a estudar contrabaixo acústico com o professor Sandrino Santoro."
Entre os métodos que utilizou em seus estudos, Luiz lembra-se dos de Isaia Billè ("18 Studi in Tutti I Tone per Cb" e "Nuovo Metodo per Cb. a 4 e 5 Corde" – 7 volumes – todos editados pela Ricordi de Milão, Itália) e Giovanni Bottesini ("Method For Double Bass", Yorke Edition).
O que lhe ficou de mais agradável, e mais útil, em seus estudos, foi ter aprendido a técnica do instrumento, "escalas maiores e menores, arpejos, etc..."
Para Luiz Alves, não houve ninguém especialmente decisivo em sua formação musical e, sim, "todos os músicos com os quais eu convivi ao longo da minha carreira; as músicas que ouvi, os acompanhamentos da época e etc..."
Luiz foi autodidata ao aprender percussão. "Aprendi olhando e ouvindo nas ruas (pandeiro e afoxé), nos blocos de Carnaval (surdo e tamborim), e olhando meu tio, que era baterista."