Pesquisar músicos:
Koellreutter
Hans-Joachin Koellreutter
* 02/09/1915 Freiburg, Alemanha.
† 13/09/2005 São Paulo, SP, Brasil.
Instrumentista, compositor, maestro.

Formação

A paixão pela música nasceu em Koellreutter quando, aluno rebelde, com notas ruins na escola, foi proibido de sair à rua durante seis ou sete meses.
 
"... Não podia brincar, nem conversar com ninguém... só podia estudar. Tinha apenas 12 anos [...] enquanto brincava com as coisas dos armários, descobri uma flauta militar, vertical, como flauta doce - um instrumento austríaco... [...] Quando saí da 'prisão' resolvi que ia ser músico".
 
Entre 1934 e 1936, estudou composição na Academia Superior de Música de Berlim e flauta no Conservatório de Música de Genebra, na Suíça, tendo como professores Kurt Thomas (renomado compositor e professor, especializado em corais sinfônicos), Marcel Moyse (flautista e professor francês, para o qual numerosas peça eruditas foram escritas no século XX) e Hermann Scherchen (eminente maestro alemão ligado à música contemporânea, cuja estréia na regência havia sido a execução do “Pierrô Lunar”, de Arnold Schoenberg, criador do dodecafonismo. Scherchen foi o responsável pela primeira audição de diversas obras que marcaram a música erudita do século XX).
 
"Algo que entrou em toda bibliografia sobre mim e não está correto: dizem que fui aluno de Hindemith! [Compositor expressionista alemão, que criou um complexo sistema musical, diferente da música tonal e, também, do dodecafonismo] Eu assisti um curso de extensão que Hindemith deu sobre a nova teoria; mas eu era um dos muitos que fez isto!" Enfático, esclarece: "quem me levou à música nova foi o maestro Hermann Scherchen - fez análises e me levou à música moderna. E a discussão sobre o dodecafonismo era corrente em todos os lugares".
 
Koellreutter incorporou influências de todos locais onde esteve:
 
  • do Brasil, onde passou grande parte de sua vida adulta, o multiculturalismo, as experiências percussivas e a criação de novos instrumentos
  • do Japão e da Índia, as filosofias orientais, com forte impacto sobre a sua visão holística da música, da sua "estética do impreciso e do paradoxal"
  • também do oriente, a música microtonal, cujos intervalos são inferiores aos meios-tons que representam a unidade mínima da música ocidental, e que utilizou em várias de suas composições
  • e, pelo contato reativado com as vanguardas européias, quando retornou por algum tempo à Europa no pós-guerra, os experimentos da música concreta e da tecnologia eletrônica 

Contato

Todos os direitos reservados (c) 2008 - 2009
Banco de Música Serviços de Comunicação e Cultura Ltda.