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Kiko Peres
Rodrigo Morais Peres
* 16/03/1972 Brasília, DF, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Forma��o

As avós de Kiko Peres tocavam piano clássico muito bem e seu pai, violonista amador, era um grande colecionador de discos. Em sua casa, escutava-se um pouco de jazz e música clássica, mas, fundamentalmente, música popular brasileira, repertório preferido por sua mãe e irmãs. Entre os compositores mais ouvidos, estavam Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho e Chico Buarque.

Dentre as lembranças musicais mais antigas, está tudo o que tocava nas rádios na década de 1970: Raul Seixas, Rita Lee e a música negra norte-americana, como Earth, Wind & Fire, Chic e K.C. & the Sunshine Band. Kiko Peres e seus irmãos também gostavam de Elvis Presley.

Kiko começou a tocar violão aos 12 anos, influenciado pela vinda ao Brasil do grupo de rock Kiss, em 1983. Em 1985, Kiko Peres passou a tocar guitarra, inspirado nas apresentações das bandas do Rock in Rio.

Apesar de ter feito aulas de violão e de guitarra com professores diversos, Kiko só começou a estudar música de modo mais sério em 1986, quando foi aluno de harmonia e improvisação de Nelson Faria, que havia se formado no G.I.T. (Guitar Institute of Technology), de Los Angeles, Estados Unidos. Aos 19 anos, Kiko Peres foi estudar nessa mesma escola por um ano, voltando ao Brasil em 1992.

Daquilo que aprendeu, destaca a importância de "saber balancear o lado esquerdo do cérebro - a parte racional, matemática - com o lado direito - a parte intuitiva, criativa. Aprendi que só estudar a parte técnica e teórica faz a música ficar fria e calculista, e sem emoção. Considero importante, também, saber fechar os olhos e se entregar ao sentimento e aos ouvidos, e, principalmente, à misteriosa intuição."

Em sua formação, os músicos mais importantes são seu irmão Beto Peres, Nelson Faria, Maurício Lavenere e Jair Santiago. Dos professores do G.I.T.,  Scott Henderson e Carl Shroeder.

De forma autodidata, Kiko Peres aprendeu ouvindo e tirando músicas de discos, muito mais do que em escolas. "Saber teoria só me ajudou na hora de dar aula mas, na hora de tocar, procuro não pensar nela. Apenas vou atrás dos sons que estão na minha cabeça. Desenvolver o ouvido foi a conquista mais valiosa."

Ao voltar de seu período de estudos nos Estados Unidos, em 1992, Kiko Peres percebeu que não conseguia traduzir aquele conhecimento conquistado em música de fato. Naquele momento, foi convidado a fazer parte da banda de funk-rock Pravda. "Todos excelentes músicos, mas sem nenhum conhecimento teórico. Ficava bobo como deixavam o som fluir, só por meio do uso do ouvido e da intuição, sem querer explicar tecnicamente porque tal acorde ou progressão davam certo. Aprendi com eles a deixar de lado o componente racional na hora de tocar e me entregar à intuição, não me prender a leis aprendidas na escola, pois o interessante em música é justamente quebrar as regras."

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