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Siri
* 22/03/1974 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Na família de Siri não há outros músicos profissionais. 

Estão, entre suas lembranças musicais mais antigas, a bateria que montou, aos cinco anos de idade, com latas de sorvete e panelas e, ainda, o dia em que seu avô chegou de uma viagem à Bahia com agogôs, pandeiros e maracás, seus primeiros instrumentos, guardados até hoje.
 
Siri começou a estudar aos 15 anos, "quando percebi que a música ia muito além da inspiração - era técnica, concentração, disciplina, estudo - e que poderia ser minha profissão."
 
No início de sua formação, Siri tocava em blocos de rua, fazia batucadas no Maracanã e participava de uma banda em seu colégio. Posteriormente, estudou teoria na UNIRIO e no CIGAM - escola dirigida por Ian Guest -, percussão afro-cubana com Leo Leobons e Changuito, e tablas e instrumentos indianos com Zé Eduardo Nazário, em São Paulo.
 
Depois, Siri foi para os Estados Unidos e formou-se em bateria na Academia de Música de Los Angeles, além de estudar instrumentos africanos e indianos na Sangeet Music School.
 
Para Siri, enfrentar suas próprias dificuldades foi o aprendizado mais marcante: "Quando cheguei nos Estados Unidos, tinha uma boa noção de inglês e de escrita musical, mas quando comecei o curso, percebi que não sabia nada de inglês e nem de leitura. Isso me deu uma angústia profunda. Poderia ter abandonado, mas prossegui. Tudo valeu a pena."
 
Entre as figuras decisivas em sua formação musical, o instrumentista destaca três professores: Leo Leobons, "meu primeiro mestre, por intermédio de quem pude perceber que poderia pensar algo em minha cabeça e executar em um tambor"; Mike Shapiro, que lhe ofereceu uma bolsa de estudos na Academia de Música de Los Angeles, e Joe Porcaro, "uma lenda do jazz que, com seus cerca de 70 anos, ensinava-me a tocar com a alegria de um menino e murmurava com olhos cheios d’água: ‘Isso é lindo’."
 
Para Siri, o autodidatismo foi fundamental no seu aprendizado musical.
 
Dos músicos com quem conviveu e que foram importantes para o músico que ele é hoje, cita três: Sivuca, com quem apresentou-se por quatro anos - algumas vezes ao lado de Hermeto Pascoal - e de quem se recorda que, "além da música incrível que fazia, era alguém que não parava de estudar um segundo"; Jocy de Oliveira: "na época em que estava lançando meu discoSiri’ (Produção Independente, CD/2004), com temas experimentais, recebi um convite para tocar com ela e percebi que não estava sozinho nas experimentações, e que a música realmente tinha infinitas possibilidades"; e a cantora Ana Carolina com "sua garra e força de vontade de lutar até as ultimas conseqüências para conseguir o que quer."
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