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Chico Batera
* 08/04/1943 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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A mãe de Chico Batera é formada em piano pela Escola Nacional de Música do Rio Janeiro. 

Minha casa, em Madureira, era cenário de saraus, cujo repertório era eclético - Noel Rosa, Sílvio Caldas, Charles Trenet, Dick Farney, Frank Sinatra, Gregório Barrios, etc. A maior e mais marcante lembrança, no entanto, foi quando, aos cinco anos de idade, ouvi pela primeira vez a bateria da Escola de Samba do Império Serrano.”
 
A sensação do menino diante da explosão de sons de uma bateria de Escola de Samba foi tão marcante quanto determinante.
 
Já adolescente, mais ou menos aos 15, comecei a frequentar os bailes da Ilha do Governador, onde então morava, preferindo muitas vezes ficar perto dos bateristas que, de vez em quando, permitiam que eu ‘desse canja’ nas músicas lentas.”
 
Um desses bateristas era Paulinho Magalhães, com quem tive as primeiras aulas, aos domingos, na Rádio Nacional. Quando conheci Wilson das Neves, ele me indicou ao professor Joaquim Nagele, e à sua escola Flor do Ritmo. O maestro Guerra-Peixe me introduziu ao Paul Hindemith. Já profissional, morando nos Estados Unidos, estudei com Joe Porcaro e frequentei a Berklee School of Music. Em Los Angeles, estudei com Moacir Santos.”
 
Chico Batera lembra-se de ter estudado os métodos de Gene Kruppa ("Gene Kruppa Drum Method", Ed. Warner Bros Publications) e Pascoal Bona (“Método completo para Divisão Musical”, Ed. Irmãos Vitale) – para técnica e solfejo, respectivamente. Já nos Estados Unidos, estudou os métodos de seu professor, o baterista Joe Porcaro, e os elaborados e publicados pela Berklee School of Music.
 
Para ele, o que ficou de mais importante em toda essa experiência como aluno foi aprender que “a arte de escutar é tão importante quanto a de tocar.”
 
As pessoas decisivas em sua formação foram “todos os que já mencionei, por várias razões.”
 
Chico Batera não acredita em autodidatismo:
 
A importância do autodidatismo cresceu apoiada sobre afirmações distorcidas. A grande maioria dos artistas, talvez para atrair simpatia, declara que é autodidata. Eu desconfio. Acredito que em alguns casos essa afirmação não seja motivada pela esperteza, mas pelo mau entendimento da questão, ou seja, a confusão entre o aprendizado informal e o autodidatismo. Mesmo sem ter frequentado aulas de música, ao escutar alguém tocar ou ao ler um livro, você já foi eliminado da categoria autodidata.”
 
Diante da pergunta sobre quais músicos de sua convivência foram importantes para o músico que ele se tornou...
 
Sou profissional há 50 anos. Já pensou no tamanho dessa lista? É muita gente, gente... Lembrei: Radamés Gnattali me deu esse toque sobre a arte de escutar, principalmente a quem está tocando com você. Parece óbvio, não é? Conheço músicos que faltaram à aula nesse dia.”

 

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