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Diogo Maia
* 29/05/1984 Brasília, DF, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Diogo Maia sempre teve contato com a música. Em sua família não havia músicos profissionais, mas seu pai, quando jovem, tocava violino em orquestra e trombone em banda, em Anápolis (GO), além de estudar piano e participar de concursos. A irmã de seu pai tocava piano e flauta. 

“Independentemente disso, ouvia-se muita música em minha casa. Minha mãe sempre gostou de MPB, Chico Buarque principalmente, e meu pai tinha diversas coleções de vinis, tanto de música clássica quanto de popular."
 
Algumas de suas lembranças musicais mais antigas remontam aos seus oito anos de idade, quando ouviu uma conversa sobre cavaquinho. “Perguntei para o meu pai o que era um cavaquinho e, naquela noite, ele chegou em casa com um.”
 
Diogo lembra-se também de uma vez, quando tinha cerca de 10 anos de idade, em que ouviu o LP de uma coleção de música clássica que havia em sua casa. “Era a 'Sagração da Primavera', de Igor Stravinsky. Ouvi a primeira vez e não entendi nada. Forcei-me a ouvir de novo, prestando atenção nos instrumentos. Aos poucos, fui absorvendo a peça até ela me soar familiar. Também fiz isso com o 'Pierrot Lunaire', de A. Schoenberg.”
 
Diogo Maia começou a estudar música aos nove anos. “Minha mãe achou que era uma maneira inteligente de ocupar meu tempo ocioso. Depois de um ano só de matérias teóricas, escolhi o clarinete para estudar.”
 
Começou a ter aulas com um professor que estava para se aposentar. “Ele não queria mais dar aula e ficava irritado com iniciantes. Levei muito peteleco na orelha”. Depois de cerca de dois anos, passou a ter aulas com José Nogueira Jr., “ótimo professor”, que o acompanhou até sua formatura na Escola de Música de Brasília, em 2001.
 
Diogo Maia também tocou flauta doce, “mas não gostava de jeito nenhum.”
 
Posteriormente, foi aluno de Luiz Gonzaga Carneiro, “um monstro do clarinete. Ele já havia saído da Universidade de Brasília, mas quis mesmo assim me ensinar. Eu só pude agradecer. Aprendi muito com ele.”
 
Ao mudar-se para São Paulo em 2002, Diogo estudou na USP com Luis Afonso Montanha. “Foi um presente pra mim tê-lo como professor de clarinete e de vida. O Montanha me fez entender o que é ser músico.”
 
De 2002 a 2005, Diogo Maia fez seus estudos também no Rio de Janeiro, com Cristiano Alves, professor da UFRJ. “Ia uma vez por mês e ficava na casa dele para as aulas, que ele nunca quis cobrar. Também só pude agradecer.”
 
Entre os métodos pelos quais deu-se sua formação estão os autores básicos de clarinete: H. Klosé, C. Baermann, E. Cavallini,C. Rose e P. Jeanjean.“Estudei muitas escalas e muita técnica. Fiz notas longas, e as faço até hoje. Quando comecei a graduação com o Montanha, ele disse: ‘Não está bom. Vamos fazer tudo do zero’ , então estudei alguns desses métodos de novo.”
 
Daquilo que aprendeu, o que ficou de mais agradável, e de mais útil, para Diogo Maia, foi a satisfação em tocar e estudar: “Tenho muito prazer mesmo. Tive a sorte de ter professores que se preocuparam em extrair o melhor de mim como músico, ao mesmo tempo em que não me deixaram esquecer de meus problemas. Hoje conheço meus limites, sei trabalhar neles e com eles. Não deixo de tocar nada que eu queira, porque meus professores também me ensinaram a reconhecer as falhas e a resolvê-las. É só estudar certo.”
 
Para o músico, seus mestres Luiz Gonzaga Carneiro, Luiz Afonso Montanha e Cristiano Alves tiveram suma importância em sua formação, cada um à sua maneira. “Também devo a meus pais pelo apoio que me deram para que eu me tornasse músico profissional.”
 
A respeito da experiência autodidata, comenta: “Sempre fui de fuçar nas coisas. Instrumentos, então, sou louco por eles.”
 
Quando tinha cerca de 11 anos de idade, seu irmão ganhou um violão. "Um dia, peguei um songbook de bossa nova de meu pai, comecei a olhar os acordes e a montá-los no instrumento. Em dois anos eu estava tocando.”
 
Em São Paulo, no primeiro ano de faculdade, Diogo montou um grupo de música instrumental denominado Taboca. “Com esse grupo, que durou apenas dois anos, tocamos com muita gente interessante, como Hermeto Pascoal [link]. Era um caldeirão de experimentações. Foi ali que comecei a estudar flauta, pífano e saxofone, por conta própria.”
 
Acerca dos músicos mais importantes em sua trajetória, Diogo Maia destaca: “Tenho uma história interessante: em 1993, quando estudava na Escola de Música de Brasília, chegou-me às mãos o primeiro CD do grupo Sujeito a Guincho. Eu surtei, achei aquilo incrível, tirei alguns solos do CD e por algum motivo não explicável encuquei que queria estudar com aquele tal de Montanha. Bom, passados dez anos, lá estava eu estudando com ele, e mais três anos estava eu tocando no grupo. Por isso posso dizer que os instrumentistas do Sujeito a Guincho são os músicos de maior importância com os quais eu convivi e convivo.”
 
Para ele, foi imprescindível, para sua formação, o contato com Aylton Escobar, Willy Corrêa de Oliveira, Gil Jardim, os músicos do grupo Seis com Casca, e muitos da faculdade, “com os quais discuti e discuto sobre os rumos da arte, interpretação, compreensão e amor à música.”
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