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Kim Ribeiro
* 31/01/1949 Juiz de Fora, MG, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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O pai de Kim Ribeiro foi flautista da Orquestra Filarmônica de Juiz de Fora e sua mãe estudou piano. 

Dentre suas lembranças musicais mais antigas estão o piano Steinway de meia cauda de sua mãe e os saraus de fim-de-semana que aconteciam em sua casa. Kim Ribeiro recorda-se, ainda durante a infância, dos primeiros LPs que começaram a aparecer: "Cheguei a ouvir muitos discos de 78 rotações."
 
Kim começou a tocar flauta de ouvido, aos 14 anos de idade. Seu pai, então, deu-lhe um piccolo de ébano e passou a ensinar-lhe teoria e técnica de flauta. Aos 15 anos, Kim já tocava em público, "com a flauta de meu pai, em shows de bossa nova em Juiz de Fora, que eram a imitação do que se fazia no Rio de Janeiro, tais como as apresentações de música e poesia de Vinicius de Moraes. Em 1968, aos 19 anos, mudei-me para lá para estudar música."
 
Kim Ribeiro ingressou nos seminários de Música Pro Arte e teve aulas de iniciação musical, percepção, história da música e análise musical com Esther Scliar. No estudo da flauta, foram seus primeiros professores Lenir Siqueira e Odette Ernest Dias. Com o maestro César Guerra Peixe o músico estudou composição e contraponto. Na música de câmara, teve orientação de Homero Magalhães e, posteriormente, já fora da Pro Arte, estudou com Trevor Smith.
 
Em 1978, Kim participou do sétimo Encontro Latino-Americano de Música Contemporânea, em São João Del Rey (MG), no qual estudou com Jorge Peixinho, Oscar Bazán, Violeta de Gainza, Dieter Kaufman, Gilberto Mendes, H. J. Koellreutter, José Maria Neves, Graciela Paraskevaides e Wily Corrêa.
 
Dentre os métodos que utilizava, Kim Ribeiro recorda-se, além dos livros elaborados por seus professores Esther Scliar e Guerra Peixe, do "Método Completo para Flauta Transversal" (Ed. Irmãos Vitale), de Taffanel & Gaubert, e "Treinamento Elementar para Músicos" (Ed. Irmãos Vitale),de Paul Hindemith, para o estudo de ditado musical.
 
De tudo o que aprendeu, o que ficou de mais agradável e útil para Kim Ribeiro foram as idas aos concertos com Esther Scliar, "carregando as partituras e acompanhando-as ao vivo, analisando-as ali mesmo."
 
Uma das figuras decisivas em sua formação musical foi o pianista Leonardo Luz, que lhe indicou a Pro Arte e lhe influenciou muito pelo repertório que estudava, composto de obras de C. Debussy, Oscar Peterson e G. Gershwin e, ainda, o apresentou ao meio musical carioca, no qual conheceu Johnny Alf, Paulo Moura e Alberto Arantes, entre outros.
 
Foi nesta época que o instrumentista conheceu Franklin da Flauta, outro músico importante para a sua formação, a quem veio a substituir numa temporada do cantor Sérgio Ricardo. Kim Ribeiro formou, também, um grupo para acompanhar a cantora Alaíde Costa, do qual faziam parte os violonistas Guinga e Raimundo Nicioli.
 
Como autodidata, o instrumentista aprendeu o samba e o choro.
 
"Comecei procurando as pessoas e fui bem aceito por Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, César Faria e Pixinguinha, com quem eu fui muitas vezes conversar na Whiskeria Gouveia.  Muitas vezes, essas pessoas me chamavam pra fazer um som, que é quando a gente mais aprende - vendo e ouvindo os outros."
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