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Itamar Collaço
* 17/06/1958 São Paulo, SP, Brasil.
Instrumentista.
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Na minha família não havia nenhum músico. Mas meu tio, Toninho de Vicenzo, durante muitos anos trabalhou na rádio Eldorado como programador musical. Assim, consegui um acervo de vinil muito grande que me ajudou a construir a minha cultura musical”. 

A vida proporcionou outros acessos à música para Itamar Collaço. Um deles ficou como uma lembrança que, se não é a mais antiga, é a que mais o marcou.
 
Foi na empresa Uniroyal. Na época, um diretor possibilitou que eu tivesse um lugar na empresa onde pudesse estudar fora do horário de trabalho e me deu o meu primeiro contrabaixo. A outra lembrança é de quando comecei a tocar numa orquestra que fazia baile, em 1975”.
 
Estudar música e viver de música são duas ações que para Itamar aconteceram quase que simultaneamente. “Comecei a estudar música aos 12 anos e aos 14 já tocava como profissional”.
 
Itamar é autodidata assumido. “Comecei com um livro chamado ‘Teoria Elementar para Músicos Iniciantes’ e, logo em seguida, inventava métodos que facilitavam a leitura musical. Há uns cinco anos descobri que possuíam a mesma concepção dos métodos utilizados na Berkley. Depois, estudei pelo Bona (‘Bona, Método Completo de Divisão Musical’, Ed. Ricordi), e em vários métodos de jazz norte-americano. Sempre fazendo muita escala”.
 
Desse processo, Itamar tirou aquele que considera seu principal aprendizado. “A confirmação de que quando a gente quer e vai à luta a gente consegue. E que é preciso estudar sempre. Estamos sempre aprendendo”.
 
Itamar é pessoa de casos pitorescos que, por vias transversas, o encaminharam à música. Assim, logo surge uma história sobre a pessoa decisiva em sua formação.
“Um músico falecido conhecido como Zé Bicão. Quando fui pedir para ele me ensinar a tocar ele deu risada e me mandou para casa. Eu fiquei com tanta raiva que fui estudar sozinho. Depois, me tornei seu amigo e tocamos juntos. Outro músico importante pra mim foi Roberto Bomilcar, que teve muita paciência e me passou vários temas na extinta Baiúca Jardins”. (n.e.: A ‘Baiúca’ foi uma das grandes boates de São Paulo entre os anos 1960 e 70. Sua fama se devia principalmente aos shows musicais promovidos ali onde tocaram os maiores nomes da música instrumental brasileira na época)
 
“Tudo o que sei aprendi estudando, treinando muito e prestando atenção nas dicas e nas técnicas dos músicos que eu admirava. Sempre procurei fazer o meu caminho”.
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