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Guilherme Ribeiro
Guilherme Souza Ribeiro
* 23/08/1977 Santos, SP, Brasil.
Instrumentista, compositor.
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Forma��o

 

O pai de Guilherme Ribeiro, José Alberto Ribeiro, é músico profissional e toca vários instrumentos: piano, acordeom, teclado, saxofone, flauta, trombone e trompete. 

Algumas de suas lembranças musicais mais antigas são os ensaios que seu pai fazia em casa com as diversas bandas que montava, e os encontros musicais que aconteciam quando algum amigo músico vinha visitá-lo.
 
Pouco antes de completar cinco anos, Guilherme Ribeiro iniciou-se no piano erudito. Foram 11 anos de estudo com Maria da Graça Damante, a Dagran, no conservatório do Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração na cidade de Agudos (SP).
 
Com ela, estudou métodos dos autores mais tradicionais de um currículo de conservatório: C. Czerny, J. S. Bach, Cramer, Behringer, Hanon, Heller e Moszkowski.

Além deles, o repertório de Chopin e sonatas clássicas e românticas de Mozart, Beethoven, ao lado dos compositores brasileiros Villa-Lobos, Camargo Guarnieri  e Ernesto Nazareth.
 
Guilherme Ribeiro ainda mantém algumas dessas peças em seu estudo regular, como Bach e trechos de sonatas e exercícios técnicos, mas não as executa publicamente. "Costumo dizer aos meus alunos que quem estuda o repertório barroco, clássico e romântico torna-se um outro pianista. Acho, sem dúvida alguma, muito importante na formação musical."
 
A figuras decisivas em sua formação musical foram seus pais. "Sem o seu apoio eu não conseguiria. Eles sempre acreditaram e fizeram o possível pra que eu pudesse estudar."
 
Guilherme Ribeiro toca alguns instrumentos, aprendidos de maneira autodidata: acordeom, violão, pandeiro e alguns outros de percussão. Desses instrumentos, Guilherme toca profissionalmente só o acordeom, mas tudo o que aprendeu sozinho, com a ajuda deles, ampliou sua compreensão da música.
 
"Da mesma maneira em que eu acredito no estudo formal, acadêmico, acredito também no autodidatismo. É um fator muito importante pro músico, creio que para todo artista. No caso da música popular, é algo imprescindível." 
 
Dos músicos com quem conviveu, Guilherme Ribeiro destaca a importância de professores e colegas de faculdade, além de Bob Wyatt, Nenê, Oswaldinho do Acordeon, Herivelton Silva, Robertinho Silva, Bocato, Hilton Valente, o Gogô, Bebeto Von Beutner, Paulo Braga, Paulo Flores, Jarbas Barbosa, Sizão Machado, Marcos Souza, Helder Samara, Ricardo Matsuda, Magrão Perez e Amilton Godoy, entre muitos outros.
 
"Com eles aprendi que a música é muito maior do que eu imaginava, e que a dedicação e o compromisso com ela é pra toda a vida. É como um casamento, porém sem direito à separação."
 
Dos músicos de sua geração e, principalmente daqueles que se tornaram seus grandes amigos, Guilherme Ribeiro cita Serginho Machado, Sandro Haick, Lupa Santiago, Vitor Alcântara, Daniel D’Alcântara, Carlos Ezequiel, Ramon Montagner, Rubinho Antunes e Alberto Luccas, Ralinho Gomaia e Lilo, do “Sindicato do Jazz”.
 
O instrumentista cita, ainda, Fernando Baeta, Daniel Santiago, Márcio Arantes, Pedro Prado, Danilo Penteado, Pedro Ito, Meno Del Picchia, Alex Buck, Thiago Espírito Santo, Thiago França, Nilton Leona, Cássio Ferreira e Pedro Simão. "Eles me ensinaram que, apesar da tradição e toda a sua importância, é preciso inovar e renovar a música."

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