Formação
Como quase todas as crianças do interior do Nordeste, Fon-fon tinha a flauta de pífano como um de seus brinquedos. Só que Fon-fon levou o brinquedo a sério.
Entre Recife, para onde foi freqüentar o colégio, e São Paulo, cidade onde tentou morar no início da maioridade, aprendeu a tocar clarinete. Em São Paulo, foi rejeitado na Banda da Polícia pelo fato de que, apesar de saber tocar, não conseguia ler uma partitura. Retornou à sua terra, mudou-se para Maceió, e ali começou a estudar música.
Com 20 anos, alistou-se no Exército, no Rio de Janeiro, no 2o Regimento de Infantaria e ali encontrou, como contramestre da banda, um maestro de frevo com o qual aprofundou os estudos de teoria e desenvolveu-se no saxofone.
Ao que parece, o apelido que o acompanhou durante toda a vida também nasceu aí, dado pelo clarinetista da banda, incomodado com o som que Fon-Fon tirava do saxofone ainda durante a fase de aprendizagem.