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Daniel Wolff
Daniel Wolff
* 01/10/1967 Porto Alegre, RS, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Formação

A música sempre foi uma das opções de vida dos pais de Daniel, médicos e músicos. “Minha mãe primeiro fez magistério e trabalhou como professora. Depois estudou piano e composição no Instituto de Artes da UFRGS. Chegou a tocar peças de nível avançado como sonatas de Mozart e Beethoven. Depois formou-se em medicina. Meu pai é médico, mas sempre gostou de música. Estudou composição com Esther Scliar e Armando Albuquerque. Foi amigo do Bruno Kiefer. Compôs canções para canto e piano, obras para piano solo, para violão solo e para trio de madeiras”. 

Daniel não viveu nenhum dilema para decidir entre a música e a medicina. “Comecei a estudar violão aos doze anos de idade, tocando música popular. Um ano depois comecei a estudar violão clássico”.
 
A determinação de Daniel pode ser medida pelos caminhos que escolheu para se aperfeiçoar no violão: foi para o Uruguai, um dos países da América Latina com maior tradição no violão clássico. “Tenho graduação pela Escuela Universitária de Música de Montevidéu, onde estudei com os virtuosos uruguaios Eduardo Fernández e Abel Carlevaro, e com o compositor Guido Santórsola”.
 
Do Uruguai o vôo de Daniel o levou ainda mais longe. ”Consegui bolsas da Capes para fazer o Mestrado, e do CNPQ para Doutorado em música na Manhattan School of Music de Nova York, na classe do professor Manuel Barrueco. Lá recebi o prêmio Helen Cohn Award, oferecido ao doutorando de melhor desempenho. Em master classes nos Estados Unidos, estudei com Julian Bream, David Russell, Roberto Aussel, David Tanenbaum e o Duo Assad, entre outros”.
 
De todos os métodos pelos quais estudou, Daniel destaca “Cuadernos”, de Abel Carlevaro (Ed. Barry).
 
O uruguaio Carlevaro faz parte da lista de pessoas mais importantes na formação de Daniel. Os outros são: “Ronel Alberti da Rosa, um dos meus primeiros professores de violão. Dele herdei a vontade de ser músico. Nils Vigeland, professor de composição e orquestração. Com ele aprendi novas maneiras de compreender a música. E. Fernandez, E. Castañera e M. Barrueco me ensinaram a conhecer e amar o violão de diversas maneiras”.
 
Daniel não dá grande importância ao autodidatismo em sua formação como instrumentista. “O autodidatismo aparece mais em meu trabalho como arranjador e compositor. Aprendi fazendo, analisando arranjos de outros músicos e fundindo de novas maneiras os conhecimentos de harmonia, contraponto e instrumentação que tinha aprendido com meus professores”.
 
Dos músicos com quem convive, ele reconhece em alguns participação fundamental em seu aprendizado. “Com Thiago de Mello, aprendi o amor incondicional pela música. Com Nils Vigeland, a conhecer e respeitar tanto minhas qualidades como minhas limitações como músico. Com o parceiro Daniel Göritz, a melhorar como músico desafiando meus limites”.

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