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Daniel D'Alcântara
Daniel Salles D’Alcântara Pereira
* 25/10/1974 São Paulo, SP, Brasil.
Instrumentista, compositor.
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Forma��o

Daniel D'Alcântara nasceu numa família de músicos. Seus bisavós paternos tocavam em salas de cinema no tempo dos filmes mudos: ela, flautista e ele, mestre de banda no interior de Minas Gerais, tocava um pouco de tudo. Seu avô paterno tocava violão, contrabaixo, piano e, principalmente, saxofone, tendo tido diversas orquestras de baile no interior de Minas e de São Paulo.

Seu pai, Magno D’Alcântara, também é trompetista e seus tios, Nilson Alcântara e Carlos Alberto Alcântara, tocam bateria e saxofone, respectivamente. Daniel D'Alcântara tem, ainda, outros parentes músicos: o saxofonista Vitor Alcântara e o baterista Maguinho, seus primos.

Seu pai tocando trompete é uma de suas lembranças musicais mais antigas. "Tentava imitá-lo com um bocal que ganhei dele - cheguei até a improvisar um 'pseudo-trompete' com uma mangueira de gás, um funil na ponta e o meu bocal na outra extremidade. Lembro-me de tirar um som bem interessante... Lembro-me, ainda, de perturbar todos em casa com uma flauta doce que ganhei de minha avó. Acho que foi ali que realmente percebi que seria músico, pois não conseguia parar de tocar. Tirava de ouvido várias musicas, entre elas: 'Maria Maria', de Milton Nascimento, 'St. Thomas', de Sonny Rollins, e 'Birdland',  de Joe Zawinul."

Daniel D'Alcântara começou a estudar música aos cinco anos, quando seu pai lhe ensinou solfejo e teoria musical. Aos oito, passou para o trompete.  

Em 1988, estudou com professor Haroldo Paladino, na Escola Municipal de Música de São Paulo, e, depois, com Sérgio Cascapera na ECA-USP, durante o bacharelado em trompete, concluído em 1996.

Dos métodos utilizados em seus estudos, Daniel D'Alcântara recorda-se de "Arban's Complete Method for the Trumpet" (Carl Fischer Music), de Jean Baptiste Arban, "36 Etudes Transcendantes pour Trompete" (Ed. Alphonse Leduc), de Théo Charlier, e "11 Studies for the Trumpet" (Ed. International), de Roger Voisin. O músico estudou, também, "Elementary Studies for the Trumpet" (Carl Fischer Music), de Herbert Clarke, e "Advanced Lip Flexibilities" (Charles Colin Music Publications), de Charles Colin.

De tudo o que estudou, acredita que o mais útil foi aprender a gostar de estudar bastante. "Se o músico não gostar de ocupar muitas horas com sua música, e de descobrir sua maneira de tocar, não irá muito longe."

As figuras decisivas na formação musical de Daniel D'Alcântara foram seu pai, "minha principal referência, que me ensinou e ensina até hoje", e Sérgio Benutti, que lhe deu seu primeiro trompete.

Daniel não acredita em aprendizado autodidata: "Sempre teremos nossas referências e sempre aprendemos observando e escutando outros músicos e artistas em geral, trazendo isso para nossa evolução."

Além de todos os músicos de sua família, vários outros foram de grande importância pra Daniel D'Alcântara, incentivando-o a continuar fazendo o que sempre quis fazer: tocar música de qualidade. Deles, destaca os pianistas Luis Mello, Silvia Goes, Paulinho Espírito Santo e Evaldo Soares; os baixistas Lito Robledo, Zérró Santos, Arismar do Espírito Santo, Sabá e Sizão Machado. Entre os trompetistas, Settimo Paioletti, Cláudio Roditi e os irmãos Buda e Felpudo; os bateristas Toninho Pinheiro e Bob Wyatt e, dos guitarristas com quem conviveu, Alexandre Mihanovich e Filó Machado.

Os saxofonistas Wilson Teixeira, Lambari, Bolão, Vinicius Dorin, J. T. Meirelles, Idriss Boudrioua e Hector Costita são também referências para Daniel D'Alcântara, bem como o trombonista Gilberto Gagliardi, o pianista e arranjador José Alves, o Zé Bicão, o saxofonista e arranjador Roberto Sion e a flautista, arranjadora e compositora Léa Freire.

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