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Carlos Malta
Carlos Alberto Daltro Malta
* 25/02/1960 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Forma��o

Na família de Carlos Malta havia vários músicos. Sua avó materna, aliás, foi responsável não só pela formação do neto mas de muitos outros músicos brasileiros. “Minha avó Zizi - Zoraida Malta - mãe de meu pai, era pianista e professora de teoria, e foi uma das fundadoras do Conservatório Brasileiro de Música no Rio. Meu pai tocava violão em casa”. 

Curiosamente, a primeira lembrança musical de Carlos Malta não é, de certa forma, somente musical. Ela remete mais a uma fantasia do artista quando muito jovem. “Eu gostava das músicas de carnaval. Também ouvia o programa de rádio do Altamiro Carrilho. Lembro-me de que, quando eu era bem novinho, eu gostava de brincar de show: apagava as luzes da sala, ligava uma lampadinha que ficava na vitrola e curtia ficar ‘tocando’ um instrumento imaginário. Adorava ver minha sombra na parede, via platéia, palco e tudo mais... Essa lembrança é nítida e vejo essas imagens até hoje quando estou me apresentando”.
 
Carlos começou a estudar música beneficiado pelo sistema que Villa-Lobos introduziu no ensino público do Rio de Janeiro. “Aos 12 anos, tive aula de música no Colégio Estadual Infante Dom Henrique. A professora Myriam aplicava a didática de Villa-Lobos do canto orfeônico. As músicas em idioma tupi estão em minha memória até hoje. Ela nos incentivava a tocar instrumentos e a ouvir boa música”.
Ao mesmo tempo, ele começou a estudar flauta como autodidata. A fase durou até os 17 anos quando foi aprovado para a Escola de Música da UFRJ, onde teve “ótimas aulas com o professor Celso Woltzenlogel.
 
Dessa época, Carlos Malta recorda ter estudado pelo famoso “Método Completo de Flauta Transversal", de Taffanel e Gaubert (Ed. Irmãos Vitale).
 
Carlos Malta escolhe como pessoa decisiva em sua formação musical alguém com quem nunca teve aulas. “Odette Ernest Dias sempre foi uma mentora, mas nunca tive aulas com ela. Sua performance me impressiona pela graça, firmeza e musicalidade, além de ter sido uma das primeiras pessoas a transitar naturalmente entre os vários gêneros musicais”.
 
Carlos começou a estudar flauta como autodidata. Como? “Sou observador ao extremo e assistir a shows e concertos foi minha melhor escola. Havia também na TV o programa dominical ‘Concertos para a Juventude” (Rede Globo, anos 1970), e a cada um aprendia um monte de coisas novas”.
 
Entre os músicos com quem conviveu e convive, Carlos Malta destaca os que considera mais importantes para sua formação. “Márcio Montarroyos me ensinou a ser um artista, mesmo sendo músico. Nico Assumpção também foi um grande mestre neste aspecto, por sua postura. Hermeto Pascoal me ensinou a ser um líder: aprendi a compartilhar, ocupar meu espaço sem deixar de dar espaço pros outros companheiros. Durval Pereira, zabumbeiro do Pife Muderno, me ensina a cada show quanto vale estar no palco. Músicos jovens, como o pandeirista Bernardo Aguiar me ensinam que fazer som não tem idade e sim muita vontade”.

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