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Carlos Ezequiel
Carlos Ismael Nascimento Ezequiel
* 08/05/1975 Maceió, AL, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Formação

A primeira lembrança musical aparece clara na memória de Carlos Ezequiel, como se fosse um filme: o piano e a guitarra de brinquedo, o primo tocando violão na sala e as conversas dos adultos sobre os dois avós músicos que Carlos não conheceu. 

Estudar música foi iniciativa própria. “Aos 10 anos de idade convenci meus pais a me matricularem num curso de musicalização”. Foi o primeiro passo. O outro veio algum tempo depois. “Pouco antes dos 13 anos finalmente consegui que meus pais me dessem de presente uma bateria”.
 
Durante três anos, Carlos aprendeu sozinho enquanto procurava um bom professor em Maceió. O que vem a seguir é um exemplo da combinação entre dedicação e oportunidade. “Aos 16, encontrei meu primeiro professor e mentor, o músico Marcius Campello. Aos 21, conquistei uma bolsa de estudos para o Berklee College of Music, em Boston, onde estudei por três anos e concluí o bacharelado”.
 
Em todo seu período de formação, Carlos utilizou métodos consagrados de bateria. O primeiro método que comprei e estudei por conta própria foi o do CLAM (n. e.: Centro Livre de Aprendizagem Musical, criado pelo Zimbo Trio, em São Paulo, SP), escrito pelo Chumbinho (“Toque Bateria”, Ed. Clam). Ao estudar com o Marcius, trabalhamos principalmente com o método de bateria brasileira do Edgar Rocca (“Método Completo de Bateria”). Na Berklee estudei com diversos métodos, dentre os quais os mais importantes foram ‘Stick Control’ (Ed. Paperback), de George L. Stone; ‘Syncopation’ (Ed. Paperback), de Ted Reed; ‘Afro-cuban rhythms for the drumset’ (Ed. Paperback), de Frank Malabe e Bob Weiner; ‘How to improvise’ (Ed. Paperback), de Hal Crook; e ‘Rhythm & Meter’ (Ed. Paperback), de Gary Chaffee."
 
As aulas no Berklee College of Music foram uma fonte de aprendizado inesquecível. “Os estudos de improvisação com Hal Crook continuam sendo uma grande fonte de inspiração. Os de polirritmia, tanto pelo material do livro do Gary Chaffee, quanto pelas aulas particulares com Jamey Haddad e Kenwood Dennard, ainda são importantes focos dos meus estudos atuais”.
 
Com tantos professores célebres, é a seu primeiro mestre que Carlos Ezequiel atribui o papel fundamental em sua formação. “Marcius Campello, meu primeiro professor, por sua atitude de respeito e seriedade com a música, bem como sua indignação pela falta de profissionalismo e de compromisso artístico presente numa parcela da classe musical brasileira, serão sempre um norte na minha vida pessoal e profissional”.
 
No caminho indicado por Marcius Campello, Carlos Ezequiel encontrou outros grandes professores e companheiros que lhe ensinaram muito. “Hal Crook me inspirou pela sua avançada percepção e consciência musical. Luciana Souza, pelo refinamento e senso de desafio. Lupa Santiago, meu grande parceiro musical, Vitor Alcântara e Guto Brambilla, do Sinequanon, pela incessante busca por uma música que ainda não foi feita. Daniel D'Alcântara, Sizão Machado, Marcelo Coelho e Paulinho Malheiros, pela noção de espaço e pela generosidade”.
 
Sobre o autodidatismo, Carlos vê pontos fortes e pontos fracos no processo. “Ao mesmo tempo que o autodidatismo me fez aprender a pesquisar por conta própria, também me causou entraves. Foi indispensável o encontro com um professor competente ainda na adolescência para corrigir fatores relacionados à postura e à técnica do instrumento”.

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