Forma��o
Nascida em uma família extremamente musical, desde sempre Badi ouviu sua mãe, Ica, cantando, seu pai, Jorge, tocando bandolim, e seus irmãos – Sérgio e Odair, que formam o Duo Assad – tocando violão.
"Tudo começou quando nosso pai os convidou para acompanhá-lo ao bandolim quando tinham, respectivamente, oito e 12 anos. Quando eu tinha 14, esse mesmo convite foi feito a mim e eu disse sim. Minha mãe sempre cantou dentro de casa e, com ela, eu pude apreciar a beleza do canto também."
Badi Assad lembra-se muito bem de quando, aos três anos de idade, ganhou um pequeno órgão Yamaha, com duas escalas. "Me lembro de 'roubar' partituras dos meus irmãos, me trancar no quarto dos meus pais, sentar na cama deles, colocar a partitura na frente do pianinho e começar a dedilhar convictamente as teclas, como se estivesse dando um concerto..."
Quando fez oito anos, Badi Assad começou a ter aulas de piano, por iniciativa de sua mãe. "Mas como o instrumento que eu tinha pra estudar era apenas aquele órgãozinho... minhas aulas não demoraram muito para exigir algo melhor e maior. Mas meus pais não podiam adquirir um piano de verdade e fui obrigada a abandonar o curso."
Foi então, que o Brasil perdeu uma pianista e ganhou uma violonista que, como uma vez aconteceu com seus irmãos, um belo dia foi chamada a acompanhar o pai. "Desde então, nunca mais parei."
"Estudei harmonia tradicional do choro com meu pai. Depois, estudei teoria com José Lopes. Com meus irmãos, as aulas existiram sempre, tanto na parte técnica quanto na de interpretação. Na faculdade estudei com Turíbio Santos. As aulas de canto aconteceram com as professoras brasileiras Neyde Thomas e Cláudia Mocchi e com o americano Ron Anderson. Tive, também, aulas de percussão com Zé Eduardo Nazário e com Paulo Campos. A percussão vocal e corporal veio com Stenio Mendes Nogueira e com o pessoal do grupo Barbatuques. Fiz, ainda, aulas de teatro com Miriam Muniz e Cristina Mutarelli."
Dos diversos métodos nos quais estudou, Badi Assad lembra-se bem do de Abel Carlevaro e o de Mauro Giulianni.
Aprender a usar a técnica sempre a serviço da criatividade e da interpretação foi, para Badi, o mais útil e agradável em sua formação musical.
Jorge Assad, seu pai, e seus irmãos, Sérgio e Odair, são seus grandes modelos e incentivadores. E Stenio Mendes Nogueira, Naná Vasconcelos e o Grupo Uakti "abriram muitas portas criativas dentro de mim."
No que diz respeito ao autodidatismo, Badi Assad aprendeu, sozinha, a "misturar minha voz ao meu violão de uma forma muito pessoal."