Formação
O pai de Afonso, Raul Machado, era cientista e, também, violonista amador de grande competência. Sua avó materna, Luiza Teixeira de Castro era pianista.
Sua lembrança musical mais antiga é exatamente o pai tocando todas as noites e ele pedindo sempre que tocasse o choro "Brejeiro", de Ernesto Nazareth.
"Desde criança eu queria tocar um instrumento tão bem como meu pai tocava. Ele foi o meu modelo."
Além de aprender vendo o pai tocar, Afonso Machado teve aulas de violão com sua irmã, Heloísa, até que encontrou um bandolim que pertencia a uma tia-avó e começou a tocar o instrumento como autodidata.
"Depois, comecei a estudar bandolim e teoria musical com Elpídio Faria e, como não havia ainda um método brasileiro para bandolim, estudava em métodos italianos, franceses e alemães."
Afonso ressalta que estes três últimos lhe ensinaram muito sobre o bandolim, assim como o compositor e violonista Claudionor Cruz lhe ensinou a prática de conjunto, e Cartola e Elton Medeiros, o bom samba.
"O mais agradável e útil de toda esta vivência foi poder pôr em prática o que estava aprendendo, formando meu próprio conjunto, o Galo Preto."