Forma��o
O avô materno de Adolfo Almeida Jr. tocava alguns instrumentos de corda e sua madrinha, acordeonista formada, mantinha em casa uma escola de acordeom e tinha algumas alunas. São essas as lembranças musicais mais remotas de Adolfo.
Foi com sua madrinha que Adolfo aprendeu a ler as notas musicais e o início da técnica de acordeom.
Um pouco mais tarde, teve algumas aulas de violão com dois professores do Centro Comunitário de seu bairro.
"Depois, estudei flauta doce com Isolde Frank e piano com Geraldo Messiat, na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Concomitantemente, estudei fagote com Gunter Kramm e em cursos de férias com Alain Lacour, Ângelo Pestana e Noel Devos. Estudei, também, composição musical, com Armando Albuquerque, Bruno Kiefer, Ernest Widmer e Gerardo Gandini."
Os métodos em que Adolfo estudou foram os "normais destes instrumentos. Eu acho que os métodos ou exercícios são meios, ou etapas, e dependem do professor de cada um."
Daquilo que aprendeu, o que Adolfo considera mais útil, são "as noções de como encaminhar a vida de músico no dia a dia; como estar centrado e ter objetivos pessoais nesta carreira."
Decisivos na formação musical de Adolfo, "primeiramente, um amigo que me levou para a escola de música da OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre), pois sem ele não sei se teria iniciado. Em seguida, o maestro Salvador Campanella, professor de teoria e solfejo, porque foi um exemplo de espírito perseverante e por ter me induzido ao estudo do fagote. Depois, meu professor de composição musical na faculdade, o compositor Armando Albuquerque, na UFRGS, pois me deu a noção da criação artística em música."
Apesar de toda esta formação acadêmica, o auto-didatismo teve e tem lugar na vida do músico. "Aprendi e continuo aprendendo a improvisação musical livre. Aprendo praticando, em momentos em que me retiro para tocar sozinho, assim como quando improviso com alguém."
Dos músicos com quem conviveu e convive, Adolfo Almeida Jr. destaca aqueles que foram importantes para o músico que ele é hoje:
"Muitos foram importantes, porque vamos sempre sendo moldados. Mas o maestro David Machado e até Eleazar de Carvalho foram importantes pelos exemplos de ótimos músicos que enfrentavam situações diversas nas suas exitosas carreiras. E, na concepção artística, é muito importante meu parceiro Luiz Mário, percussionista que participa no meu CD ("Paradoxo Para Todos", Antares Música, CD/2006) e que vem desenvolvendo comigo um idioma e uma prática de música livre."